O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com acomodação dos preços nas mais diferentes regiões do país. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as indústrias de maior porte ainda se deparam com um posicionamento mais confortável em suas escalas de abate.
“Já os frigoríficos de menor porte ainda se deparam com um quadro mais complicado, encontrando maiores dificuldades na composição dessas escalas”, contextualiza.
De acordo com ele, a demanda doméstica tende a ser mais problemática no decorrer da segunda quinzena do mês, considerando o menor apelo ao consumo durante o período. “Além disso, precisa ser mencionado que as exportações tendem a apresentar declínio, considerando o esgotamento precoce da cota chinesa”, disse.
Média da arroba do boi gordo
- São Paulo: R$ 348,42 — ontem: R$ R$ 349,33
- Goiás: R$ 337,86 — ontem: R$ 338,07
- Minas Gerais: R$ 340,18 — ontem: R$ 338,53
- Mato Grosso do Sul: R$ 342,93 — ontem: R$ 342,66
- Mato Grosso: R$ 333,78 — ontem: R$ 333,45
Mercado atacadista
O mercado atacadista mantém preços firmes para a carne bovina. Iglesias aponta que a expectativa é de desaceleração do ritmo de reposição ao longo desta semana, diante da perda de efeito da entrada dos salários na economia e do encerramento da demanda associada ao Dia dos Pais.
“Os cortes bovinos seguem perdendo competitividade em relação às proteínas concorrentes, sobretudo na comparação com a carne de frango”, lembrou.
- Quarto dianteiro: permanece a R$ 21,50 por quilo
- Ponta de agulha: continua a R$ 20,00 por quilo
- Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,27%, sendo negociado a R$ 5,1913 para venda e a R$ 5,1893 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1750 e a máxima de R$ 5,1985.





