Sim, é verdade!
Em 2016 a Embrapa – Inteligência Territorial Estratégica (a Embrapa é dividida em unidades de acordo com a área de pesquisa), apresentou resultados de pesquisas que demonstraram a significativa participação do Produtor Rural na preservação do meio Ambiente no território Brasileiro e no mundo.
Dada à seriedade da Instituição, essas informações bastariam para demonstrar o relevante papel do Produtor Rural brasileiro na conservação do Meio Ambienta global, contudo, a NASA, o Serviço Geológico dos Estados Unidos em parceria com o GFSAD30 (Global Food Security Analysis Support Data at 30 meters), mapearam com detalhes por duas décadas cada canto do mundo, o que resultou em uma pesquisa apresentada em meados de 2017, a qual confirma a pesquisa da Embrapa: O Produtor Rural Brasileiro é a classe que mais preserva o Meio Ambiente no mundo!
E o que dizem essas pesquisas?
Pois bem, estamos cansados de ouvir que o Produtor Rural brasileiro desmata em excesso para plantar soja, frases nesse sentido são repetidas com frequência quando o assunto é preservação ambiental (por leigos, pelo menos). Não percamos tempo, vamos aos fatos:
ÁREA PLANTADA DO BRASIL X ÁREA PLANTA DE OUTROS PAÍSES:

ÁREA PRESERVADA PELO PRODUTOR RURAL NO BRASIL X ÁREA PRESERVADA PELO GOVERNO NO BRASIL:
Há dois tipos de Áreas de Preservação:
- UC’s (Unidade de Conservação): áreas indígenas e/ou Parques Administrado pelo Governo;
- AP’s – área de Preservação: áreas de vegetação nativa (Reserva Legal e Área de Preservação Permanente), dentro das propriedade privadas que os agricultores e/ou pecuaristas mantêm por lei:

Aqui vale uma ressalva, as Unidades de Conservação são mantidas com verbas públicas (na prática essa verba raramente vai para a manutenção da vegetação de forma direta, na maioria das vezes essa verba serve para arcar os gastos das comitivas do governo em eventos ambientais pelo mundo).
Em contrapartida, o Produtor Rural não recebe incentivo algum para manter a Área de Preservação (RL e APP) em sua propriedade, além de responder cívil e criminalmente, caso ocorra algum dano nas AP’s – Áreas de Preservação, pois se a AP for invadida por gado o Produtor Rural re$ponde, caso furtem madeira da AP o Produtor Rural re$ponde, caso a AP pegue fogo o Produtor Rural re$ponde, dentre outras situações, ou seja, o gasto com a Área de Preservação é praticamente certo (pelo BR afora, há relatos de Produtores que protegem as AP’s com armas de fogo e/ou câmeras).
Outro dado relevante: de 100% das terras de uma propriedade rural, o Produtor Rural brasileiro, em média, preserva 48%, restando 52% para uso.
Ah, só mais um dado para fechar: A Europa (sem a Rússia) + a Espanha, no passado, possuíam 7% das florestas originais DO MUNDO, hoje possuem apenas 0,01%! Isso mesmo, ZERO vírgula ZERO UM por cento.
já entendi que o BR preserva! Isso quer dizer que devemos preservar menos e plantar mais?
Essa é a conclusão mais fácil! Até poderíamos, mas não é o caso, não há necessidade.
Na verdade esses dados servem para comprovar que:
- O Produtor Rural brasileiro NÃO DESMATA; e que
- O aumenta da produção brasileira não tem relação com o desmatamento, mas com a TECNOLOGIA.
(além dodos servirem como argumentos de defesa para os Produtores, além de servir de moeda de troca (ativo financeiro) nos encontros mundiais de chefes de Estado… dentro outras situações que a nossa criatividade não alcança)
Para quem é vantajoso o Produtor Rural brasileiro ser visto como vilão?
Eis a questão!
Vamos dividir os interessados (em regras gerais):
- Dentro do País: os interessados em verbas assistenciais (isso me lembra: promessas eleitorais), bem como os interessados em dividir a sociedade (sociedade dividida não tem forças para reivindicar nada).
- Fora do País: Os Países concorrentes, com o objetivo de causar restrições aos produtos brasileiros, aumento de tarifas, dentre outros embaraços.
Senhores, análise de dados, sem ideologias, certo?!
Meu olhar sobre tudo isso:
Poderia finalizar agora, mas como ainda moramos em uma democracia, farei uso do meu direito de liberdade de expressão e deixarei minha humilde e modesta interpretação dos dados e fatos:
- OBJETIVO dos Países (concorrente do BR): Parece-me que os demais Países querem se desenvolver preservando pouco ou quase nada o Meio Ambiente e fazerem do Brasil a Reserva Legal e a Área de Preservação Permanente DO PLANETA!
- MODO/FERRAMENTO/MANEIRA “modus operandi” para alcançar o objetivo: “vamos inve$tir em ONG’s brasileiras (de toda natureza, indigenistas, quilombolas…), financiar grupos e estudos de ambientalistas (ativistas) radicais, financiar tudo que tornem aos olhos da sociedade toda a cadeia produtiva do setor rural cruel e mercenária, assim os Produtores Rurais nunca terão o apoio da sociedade e nunca alcançarão o seu potencial máximo, por que se o Brasil do tamanho que é e com a tecnologia que possui, se alcançar o seu potencial máximo nós (países concorrentes) estamos perdidos!”.
É esse o meu olhar sobre tudo isso!
Chega de campanha negativa sobre o setor rural!
Aos que possuem entendimento diferente, fiquem a vontade para expor seus pontos de vista e dados, somente com debates sadios e respeitosos formamos e/ou firmamos nossas opiniões, nem que seja, concordar em discordar.
Com respeito tudo pode ser tido!
Fonte: Embrapa.